domingo, 27 de janeiro de 2008
Acerca das Rotas…
Touring

Pela análise de mercado concluíram ser um produto turístico em crescimento, ou seja, o número de viagens que têm o touring como motivação principal é cada vez maior, principalmente das realizadas por turistas europeus.
A Europa é a principal região emissora e receptora de turistas cujo principal interesse consiste em realizar percursos em tours, rotas ou circuitos de diferente extensão e duração, seja de forma independente ou organizada.
Portugal, como país europeu, tem a oportunidade de beneficiar da proximidade com os principais mercados emissores que, actualmente, são a Itália e a França.
O Touring atrai, também, turistas que viajam com outras motivações, como por exemplo turistas de "sol e mar" que procuram as rotas para conhecer melhor os territórios ou regiões próximas das praias.
Os territórios que forneçam rotas como produtos turísticos poderão beneficiar, não só dos seus contributos directos (gastos monetários dos turistas em alojamento, restauração e atracções turísticas), mas também da preservação dos recursos culturais e paisagísticos (indispensáveis para a criação destes produtos turísticos) e da criação de condições favoráveis para a circulação nos territórios.
Por todos estes motivos o Touring é, sem dúvida, um produto turístico a implementar e desenvolver na nossa região, o Alentejo!
Não Concordam?...
Alentejo

Visitantes
Sobre as Rotas…
Enoturismo
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O Vinho no Alentejo

Porém, foi neste mesmo século que a vinha sofreu por toda a Europa profundas provações com doenças como o Oídio, Filoxera e Míldio. Doenças que levaram ao descrédito na produção de vinho por parte de alguns produtores que começaram a conciliar a vinha com as oliveiras.
Em pleno século XX, a definição do Alentejo como região cerealífera, que culminou na "Campanha do Trigo", veio também contribuir para a diminuição da plantação de vinha e consequentemente para a diminuição de produção de vinho nesta região.
Contudo a criação das Adegas Cooperativas, na década de 50, em Borba, Redondo, Portalegre e, mais tarde, Vidigueira, Granja e Reguengos de Monsaraz foi um dos passos importantes para o rejuvenescimento da viticultura alentejana. Com as Adegas Cooperativas os vinhos alentejanos passaram a ser mais cuidados e conhecidos, sendo frequente figurarem nos primeiros lugares dos concursos nacionais de vinho.
Por acção e dinamismo da ATEVA (Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo) e posteriormente da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana), ambas criadas nos anos 80, foram instituídas as primeiras regiões produtoras de VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada).
A Vinha no Alentejo
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Denominação de Origem Controlada e o Vinho Regional
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Rota do Mármore
De indiscutível importância sócio económica para esta região, o mármore apresenta-se como uma das indústrias com maior peso no triangulo Estremoz, Borba e Vila Viçosa.
Quem vem do Norte e entra por Estremoz, depressa lhe sente a presença, Não só pelas pedreiras que se adivinham logo na estrada, mas pelo uso que as gentes de Estremoz lhe deram, exemplo disso são algumas calçadas que partem do antigo burgo para “Cidade Nova”. Vale a pena parar e visitar, a pé sempre a pé.
Monumentos que pode visitar em Estremoz:
Convento das Maltezas, Pousada Rainha Santa Isabel, Capela da da Rainha Santa Isabel, Casa do Alcaide-Mor, Igreja de Santa Maria de Estremoz e teatro Bernardim Ribeiro.
Seguindo para sul entramos em Borba, localidade que tem o nome bem vincado pela tradição vinícola, contudo, tal como em Estremoz vale a pena visitá-la a pé. Poderá visitar a igreja de Santo António, a Igreja de São Bartolomeu, a Igreja Matriz e os passos do Senhor.
Seguindo mais para sul percorra a estrada que liga Borba a Vila-Viçosa e serpenteia por entre as pedreiras e as indústrias que lhe estão associadas. Ao chegar dificilmente poderá ficar indiferente à imponência do paço dos Duques de Bragança.
“Na sede do concelho abundam antigas igrejas, capelas, Ermidas e Conventos com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao qual se desconhece a época exacta da sua fundação, que alguns autores atribuem ao rei D. Fernando e outros ao primeiro donatário da vila, o condestável D. Nuno Álvares Pereira, aquém, igualmente, segundo a tradição, se diz ter oferecido a imagem da Virgem Padroeira, adquirida em Inglaterra. Desaparecido esse primeiro templete gótico no reinado de D. Sebastião, pela sua pequenez ou ruína, as obras do actual começaram no ano 1569,sob patrocínio da Ordem de Avis, de que era uma comenda.(...)
A Reserva Natural das pedreiras de mármore, completam o magnífico cenário do concelho, tendo os visitantes oportunidade de usufruir uma viagem gira em torno destas pedreiras de mármore e da vila que tem um dos patrimónios mais bonitos de Portugal. No Concelho de Vila Viçosa mais propriamente nas freguesias de Pardais e Bencatel é-nos possível olhar para o horizonte e encontrar torres de ferro, ou seja, gruas que servem para içar a pedra dos poços. Este é o aspecto à primeira vista de um campo de pedreiras. Um olhar mais aprofundado permite-nos ainda observar o grande e profundo poço que se assemelha a uma cratera aberta na terra. Trata-se da obra do homem que todos os dias a par e passo vai tornando mais fundo o dito poço, recortando-o às fatias e içando através da grua os chamados blocos de mármores.(...)
Consciente do importantíssimo património natural que o mármore representa nesta região,a Câmara Municipal de Vila Viçosa, deu corpo a uma antiga aspiração com a implementação e inauguração do Museu do Mármore, no ano 2000.”
In: Sitio da Câmara Municipal de Vila Viçosa
Comer é um acto de cultura

Não é pois, por acaso que a Gastronomia é um dos 10 produtos turísticos considerados estratégicos pelo PENT”.
A Rota dos Sabores e o desenvolvimento regional
Sobre as Rotas dos Sabores
Rota dos Sabores: Objectivos
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Rota dos Sabores: Localidades Aderentes
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A Rota dos Sabores e os produtos com nome protegido
A Promoção da Rota dos Sabores…

Rota dos Sabores: Sabe como se faz um painho de Portalegre IGP?
Legislação Comunitária sobre a Rota dos Sabores
- Regulamento (CE) n.o 510/2006 do Conselho, de 20 de Março de 2006, relativo à protecção das indicações geográficas e denominações de origem dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.
- Regulamento (CE) n.o 1898/2006 da Comissão, de 14 de Dezembro de 2006, que estabelece regras de execução do Regulamento (CE) n.o 510/2006 do Conselho relativo à protecção das indicações geográficas e denominações de origem dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.
- Regulamento (CE) n.o 509/2006 do Conselho, de 20 de Março de 2006, relativo às especialidades tradicionais garantidas dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.
- Regulamento (CE) n.o 1216/2007 da Comissão, de 18 de Outubro de 2007, que estabelece regras de execução do Regulamento (CE) n.o 509/2006 do Conselho relativo às especialidades tradicionais garantidas dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios.
Rota do Fresco


Fotos: www.amcal.pt
Foi a partir de uma iniciativa da AMCAL (Associação dos Municípios do Alentejo Central, constituída pelos municípios d e Alvito, Cuba, Portel, Vidigueira e Viana), que foi criada esta Rota, com o propósito de dar a conhecer a pintura mural portuguesa, que até então havia sido deixada ao esquecimento.
Sendo o Alentejo um local privilegiado deste tipo de pintura, como também sendo nesta região que se encontra a mais antiga do país, que se justifica plenamente a criação desta Rota. Esta pintura mural, frequentemente denominada de “fresco”, encontra-se nesta zona em grande quantidade, variedade e também qualidade. Um ponto positivo desta rota tem sido a sensibilização, que tem como objectivo a preservação e o restauro desta forma de arte.
Esta rota interconcelhia, que passa por quatro concelhos da AMCAL, originou outras cinco rotas, cada uma específica de cada um dos concelhos desta associação. Quer cada uma destas rotas concelhias, quer a própria Rota Interconcelhia, consistem na criação de visitas a capelas, ermidas e igrejas, cujas pinturas murais mereçam ser vistas.
Um aspecto interessante nestas rotas, é que permitem, além do seu tema principal, conhecer muita da cultura alentejana.
Link Associado: www.amcal.pt
ROTA DO CONTRABANDO
Os velhos trilhos da raia do Alentejo com a Extremadura Espanhola que os homens e mulheres palmilhavam, a coberto da noite, para vender café e atoalhados ou comprar toucinho e bacalhau, ainda estão bem "vivos" na nossa memória colectiva.
Na calada da noite, apenas iluminados pela lua e pelas estrelas, os contrabandistas arriscavam as suas vidas por veredas e ribeiros ou na travessia do Guadiana, para garantir o sustento dos seus. Por esses caminhos contrabandeava-se café, moeda de troca para trazer para o lado de cá os tecidos e objectos de uso pessoal.
As dificuldades económicas, a escassez de produtos e de trabalho e a miragem de “lucro fácil” contribuíram de forma decisiva para que durante décadas cidadãos portugueses e
espanhóis se tenham dedicado a uma actividade de génese ilegal – o Contrabando.
Mas o contrabando não pode ser encarado apenas como actividade económica ilegal. O contrabando foi também meio de aproximação de povos, construtor de solidariedades e elo de ligação entre populações.
Hoje, com a abertura de fronteiras e mercados, o contrabando é apenas a recordação de encontros e desencontros. Todavia muitos dos caminhos utilizados nesta actividade, bem como as localidades que se desenvolveram com essa “prática comercial” são repositório de memórias, saberes e lealdades que podem e devem ser “descobertos”.
Em diferentes pontos do Alentejo, de Nisa a Barrancos, estão assinalados esses percursos e aproveitados para iniciativas visando o reforço das relações entre as populações de um e outro lado da Raia.
Os percursos pedonais, as caminhadas, os passeios utilizando os mais díspares meios de transporte – bicicleta, motos, burro – são já uma prática que envolve Nisa e Cedillo, Arronches e La Codosera, S. Julião e Albuquerque, Campo Maior e Badajoz, Barrancos e Encinasola, etc… etc…
Importa ir mais longe. A criação de uma Rota Turística, envolvendo os habitantes das aldeias fronteiriças e tendo ex-contrabandistas e ex-guardas fiscais a contarem as peripécias à volta do contrabando, potenciará a atracção de turistas, permitirá quer a dinamização da venda dos produtos endógenos, quer a divulgação das riquezas paisagísticas e monumentais da região.
Esta rota permitirá o conhecimento de alguns dos mais pitorescos recantos do Norte Alentejano, mostrar a riqueza gastronómica e os vinhos regionais e propiciará o desenvolvimento local e sustentável.
No distrito de Portalegre ela abrangerá os concelhos de Arronches , Campo Maior, Castelo de Vide, Elvas, Marvão, Nisa e Portalegre.
O Azeite é um dos produtos mais antigos e emblemáticos de toda a bacia do Mediterrâneo e em particular de Portugal.
É possível situar a origem da oliveira na Era Terciária, na zona da Ásia Menor, provavelmente na Síria ou Palestina, onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de Azeite e fragmentos de vasos datados do início da Idade do Bronze. O seu cultivo remonta a cerca de 3000 anos antes de Cristo, em toda a zona do “Crescente Fértil” e a sua posterior disseminação pela Europa Mediterrânica deve-se em grande parte aos Gregos. Este povo, bem como os Romanos, eram grandes entusiastas da sua produção e pródigos a descobrir-lhe aplicações. Para além da cozinha, utilizavam ainda o Azeite como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Num período posterior, a cultura do olival disseminou-se por toda a bacia do Mediterrâneo e, com as expedições marítimas dos Descobrimentos Portugueses e Espanhóis, acabou por chegar às Américas, existindo actualmente em praticamente todo o Mundo onde as condições climatéricas permitem o seu cultivo.
Em Portugal, a cultura da Oliveira perde-se nos tempos mais remotos. Segundo a tradição, os Visigodos já a deviam ter herdado dos Romanos sendo que estes, provavelmente, a tinham encontrado na Península Ibérica. Ao longo do período Árabe, a cultura e produção do Azeite manteve-se e prosperou, vindo a própria palavra que utilizamos hoje do arábico al-zait, que significava "sumo de azeitona".
A importância da cultura da Oliveira em Portugal foi sempre mais vincada na zona Sul, devido à sua tardia reconquista aos Árabes. Com efeito, os primeiros forais que se referem à produção olivícola dizem respeito às províncias portuguesas da Extremadura e do Alentejo.
O Azeite sempre esteve presente na vida diária dos portugueses. Desde o tempo das candeias, candelabros e iluminações públicas, passando pela “boa mesa” e terminando nas igrejas, parceiro de velhos cultos. Inspirador da sabedoria popular, imortalizou-se também no ditado: “a verdade é como o Azeite, vem sempre ao de cima”…
Adaptado a partir da informação disponível em http://www.casadoazeite.pt/
Com a extinção ou diminuição das actividades mais arcaicas, o Azeite desempenha hoje um papel importante sobretudo na cozinha e no campo da saúde e da beleza. No entanto novas áreas de aplicação surgem, nas quais o sistema olivícola e o próprio azeite podem desempenhar um papel importante, como é o caso do Turismo.
Com efeito, a cultura da oliveira e a produção do Azeite, constituem por si só um património cultural muito próprio da região mediterrânica, em particular de Portugal e em especial do Alentejo. Nesse sentido, o aproveitamento da actividade e da sua produção no panorama turístico é já hoje uma realidade, sendo uma das melhores formas encontradas de potenciar esse aproveitamento a criação de rotas turísticas que promovam o conhecimento e a divulgação deste património. O contacto com a beleza desta paisagem cultural, a observação e a participação no processo do fabrico do azeite e a sua degustação no contexto gastronómico, têm sido as formas mais frequentemente encontradas para potenciar este produto turístico.Diversas têm sido as entidades, ao longo do País, que têm tentado promover este produto turístico, sendo possível citar a Rota do Azeite de Trás-os-Montes, promovida pela Associação Comercial e Industrial de Mirandela, a Rota do Azeite em Góis, promovida pela empresa Trans Serrano e a Rota do Azeite do Alentejo, promovida pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite Alentejano (CEPAAL).
No caso particular do Alentejo, destacamos naturalmente a actividade do CEPAAL, ainda que por vezes surjam outras iniciativas, como é o caso da Rota do Azeite, passeio pedestre que o GEDA – Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura de Campo Maior, promoveu no Inverno de 2007.
Embora no caso do CEPAAL a rota possa ser efectuada também na zona do Norte Alentejano, a actividade parece estar mais desenvolvida e direccionada para a zona do Baixo Alentejo, sobretudo em Moura, Portel, Vidigueira, Cuba, Alvito, Viana do Alentejo, Ferreira do Alentejo ou Beja.
Nessa perspectiva, torna-se pertinente propor uma rota mais abrangente, que possa englobar uma área geográfica mais vasta, estendendo a Rota do Azeite do Alentejo ao longo do território de modo a criar um produto turístico que permita um maior tempo de permanência.
Na região do Norte Alentejano existem algumas estruturas que poderão ser aproveitadas para uma rota, sejam elas lagares tradicionais, como em Castelo de Vide ou no Porto de Espada, bem como outros mais "industrializados", como em Portalegre ou Sousel. É importante desde logo aproveitar o selo de qualidade proporcionado pela Denominação de Origem Protegida "Azeites do Norte Alentejano".Arquivo do blog
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