domingo, 27 de janeiro de 2008

O Vinho no Alentejo


Os vestígios arqueológicos, como a descoberta de grainhas de uvas nas ruínas romanas de São Cucufate por exemplo, comprovam a tradição histórica da cultura da vinha na região do Alentejo. Essa cultura sofreu várias vicissitudes, ora se implementava ora se retraíam as áreas cultivadas, chegando-se ao século XIX com vinha disseminada por quase toda a região.
Porém, foi neste mesmo século que a vinha sofreu por toda a Europa profundas provações com doenças como o Oídio, Filoxera e Míldio. Doenças que levaram ao descrédito na produção de vinho por parte de alguns produtores que começaram a conciliar a vinha com as oliveiras.
Em pleno século XX, a definição do Alentejo como região cerealífera, que culminou na "Campanha do Trigo", veio também contribuir para a diminuição da plantação de vinha e consequentemente para a diminuição de produção de vinho nesta região.
Contudo a criação das Adegas Cooperativas, na década de 50, em Borba, Redondo, Portalegre e, mais tarde, Vidigueira, Granja e Reguengos de Monsaraz foi um dos passos importantes para o rejuvenescimento da viticultura alentejana. Com as Adegas Cooperativas os vinhos alentejanos passaram a ser mais cuidados e conhecidos, sendo frequente figurarem nos primeiros lugares dos concursos nacionais de vinho.
Por acção e dinamismo da ATEVA (Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo) e posteriormente da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana), ambas criadas nos anos 80, foram instituídas as primeiras regiões produtoras de VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada).

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